Eugene, Oregon

Nossa breve passagem por Eugene, essa pequena cidade no Oregon – casa de cerca de 155 mil habitantes e de uma universidade estadual -, foi surpreendente e deliciosa – apesar do 0ºC das madrugadas que durava até o meio das manhãs. O contraste com as temperaturas e cores e fluxo humano de Los Angeles, onde havíamos passado alguns dias, conferiu um sabor diferente à experiência de andar por ruas repletas de maple trees intensamente vermelhas, em que nenhum prédio de mais de dois andares obstruía a vista das montanhas que cercam a cidade.

Ficamos num pequeno estúdio alugado, nas franjas de uma floresta de pinheiros imponentes. O estúdio era aconchegante como um pequeno chalé, e a nossa anfitriã nos recebeu com mimos que iam de iogurte (os melhores que já provamos na vida) e café produzidos no Oregon (muita coisa no Oregon é produzida localmente e isso, aparentemente, é parte fundamental da cultura deles) a hidratante sem fragrância no banheiro e – observem o requinte – uma família de perus no quintal.

Achamos uma livraria enorme que vendia livros novos e usados, a Smith Family Bookstore, bem em frente ao trovador da cidade – e não preciso nem dizer o quanto ficamos empolgadas ao descobrir que havia um trovador na cidade.

A Universidade do Oregon, aonde fomos pra participar de um congresso de Sociolinguística, ficava a uns 10 minutos de carro do nosso chalé. Ela é o coração da cidade, e as pessoas torcem seriamente para os Ducks, o time de futebol da universidade. O campus é lindo, todo arborizado e moderno, e a praça de alimentação parece um shopping center de vizinhança grã-fina (impressiona gente simples como nós, que somos da universidade pública brasileira sem repasse apropriado de verbas).

Duas coisas estranhas sobre Eugene: 1) Tudo é completamente acarpetado, do aeroporto à hamburgueria. Derrubei uma faca suja de maionese no chão da hamburgueria e simplesmente não sabia como agir. Como as pessoas agem nessa situação? 2) As pessoas andam de camiseta e chinelo em plenos 4ºC. Gente, 4ºC é frio, não importa sua nacionalidade ou se você mede a temperatura em Fahrenheit.

Mas, enfim. É um lugar lindo e, para chegar lá vindo da Califórnia (é um voo de 2 horas desde LAX), você sobrevoa Crater Lake. Para o pessoal que gosta de fazer trilhas (a gente tem aflição de andar no mato), existem mais de 10 mil opções na região. Além disso, olha o que você vê em cada esquina nessa época do ano:

falando sobre tudo, menos logaritmo.

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